quarta-feira, 29 de julho de 2015

[FILME] Cidades de papel


A adaptação de Cidades de papel para o cinema foi muito bem sucedida. Para aqueles que não leram o livro, vai ser um filme incrível. Para aqueles que leram o livro, um filme muito bom. É bastante fiel, mas algumas partes não estavam presentes. O produtor pode ter achado que eram desnecessárias, mas eu discordo. Principalmente porque algumas delas poderiam sim estar ali. Como por exemplo, o rosto de Margo deveria estar pintado de preto quando ela pula a janela de Quentin. Sei que pode parecer um detalhe mínimo, mas minha cabeça de leitora imaginava assim. E o que custava pintar o rosto da Cara?!
A cena do Sea World também não está presente, eu fiquei esperando demais por essa cena e ela simplesmente não apareceu, mas ok, superei.


Tirando essas pequenas coisas, é realmente um filme ótimo, tocante na medida certa e sem apelar. Terei que fazer uma comparação agora, fãs que me desculpem. A Culpa é das estrelas apela na cena do funeral, é uma cena feita para chorar. Cidades de papel pode te fazer chorar, mas não porque esse é o objetivo, e sim porque você se sente conectado com a história e os personagens. (não estou dizendo que ACEDE é ruim, ok, foi apenas uma comparação quanto ao fator choro).
Gostei bastante dos cenários, todos eles foram bem fieis. Para mim, a melhor parte do filme é o início, as nove coisas, e a cena da viagem, quando eles estão no carro e precisam parar por seis minutos apenas. Além do final, é claro, que é o mais realista possível e talvez o meu fim preferido da história dos romances.


É um filme para rir, chorar, se divertir e refletir. Somos feitos de papel, mas uma pessoa de papel pode carregar dentro de si muito mais do que se imagina. Nos ensina a não colocar ninguém em um pedestal,  porque no fundo todos estamos um pouco quebrados - obrigada, Jandy Nelson pela deixa.
E claro, você pode amar alguém e não precisa necessariamente seguir os passos dela. Cada um pode seguir o seu próprio caminho. É justamente por isso que na cena final quis gritar "É ISSO! ISSO É AMOR!"
PS: Estou morrendo de vontade de ler o livro.
PS2: No fim das contas, gostei da Cara Delevigne interpretando a Margo.
PS3: No filme, a Margo é menos irritante.
PS4: No filme, a viagem passa mais rápido e não é nada monótona, o que é um grande ponto positivo pra quem achou essa parte do livro entediante.
PS5: Parei de "ps", só precisava terminar com um número certinho. Não, não conseguiria parar no quatro.

2 comentários:

  1. Comecei a ler o livro na casa da minha tia para passar o tempo. As 37 páginas que eu li gostei bastante, achei divertido e me pareceu um livro que promete!
    Ainda não assisti o filme, mas pretendo ver em breve -assim que acabar o livro.
    Gostei muito da sua crítica ao filme :) e do jeito que você escreve!
    Beijão e muito sucesso!

    www.talvezgeek.blogspot.com

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  2. Seus comentários foram muito bem colocados. Ah, eu ainda não vi o filme, mas espero fazer isso logo. Fiquei um pouco triste agora ao saber que o rosto da Margo não estava pintado. De qualquer forma, eu adoro o livro, achei o final dele de uma sensibilidade extrema e espero ver o filme o quanto antes.
    Beijos
    Tão doce e tão amarga.

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Criado por: Mariely Abreu | Todos os direitos reservados ©. voltar ao topo