sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Resenha: As Vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky

Editora: Rocco
Páginas: 224
Ano: 2012
ISBN: 9788562525728
Sinopse: "Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores, As vantagens de ser invisível – que foi adaptado para os cinemas com Emma Watson, a Hermione de Harry Potter, e Logan Lerman, de Percy Jackson, no elenco – acaba de ganhar nova reimpressão pela Rocco. Livro de estreia do roteirista Stephen Chbosky, o romance, que vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento, está de volta ao topo do ranking do The New York Times impulsionado pela adaptação para a telona. Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo."

Esse certamente é um livro complicado de se resenhar. Por meio de cartas, Charlie, um garoto com transtornos mentais, está de volta no ensino médio, após passar por muita coisa, como a morte de sua tia. O menino é rejeitado inicialmente, mas logo encontra alguém, Sam e Patrick, então tudo começa e Charlie sente-se infinito.
Acredito que a sua visão do livro depende do humor, não sei se ao longo do livro a história foi ficando mais interessante e mais densa, ou se a culpa foi do meu sentimento mesmo, mas é a verdade é que no início o Charlie me irritou muito, a história estava bastante entediante, mas ao longo do livro as coisas foram melhorando e me prendendo ao livro. Mas com certeza, os melhores personagens são Sam e Patrick. É possível gostar mais dos quotes do que do próprio livro?!
Talvez tenha sido a inocência excessiva de Charlie que tenha me irritado, mas com o tempo você aprende a lidar com isso, sendo que tudo tem um motivo, não é?!
Um fator que achei interessante e me peguei pensando várias vezes durante a leitura é "pra quem ele escreve?"  não sei porque, mas as vezes pensei que ele poderia escrever para Brad, para o irmão, não sei. Também questiono quais seriam os nomes verdadeiros de todos eles, será que tudo isso poderia ser um relato real? Sei que estou meio que viajando, mas realmente questionei tudo isso.
O apego que ele tem com a tia falecida é inevitável, gostei bastante da maneira com que isso foi tratado, porém achei um pouco confuso. Os diálogos que mais me marcaram foram os de Charlie com a irmã, com certeza. A maneira como ele queria se sentir mais unido a ela mas não sabia como, a impotência sobre querer cuidar mais dela e que ela cuidasse dele também.
Você percebe que não está bem quando a unica coisa que te faz sentir melhor não adianta mais, é assim com o protagonista, que sempre visita o tumulo da tia quando está mal, mas em determinada parte do livro, isso não ajuda mais.
Em resumo, o livro levaria três estrelas de cinco, o final é a melhor parte, inclusive um poema que ele cita no meio do livro, o final é meio confuso, mas passa uma mensagem. Afinal, todos deveríamos nos sentir infinitos, infinitamente.
Algumas citações:

"Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."

"Nos corredores, vejo as garotas vestindo as jaquetas dos rapazes e penso no conceito de propriedade. E me pergunto se alguém é realmente feliz."

"E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos."

"Eu costumava ser capaz de fazer isso com  muita facilidade, mas foi antes de saber como era ter um amigo. É muito mais fácil não saber das coisas de vez em quando. E apenas comer batatas fritas com sua mãe."

4 comentários:

  1. Oi! Como você, achei o início do livro meio chato e parei de ler pra deixar a leitura para outro momento. Com certeza nossos sentimentos interferem. Porém, depois que assisti o filme a vontade de voltar a ler o livro veio e, acredito que dessa vez eu irei gostar.
    Beijos!
    http://asassecretas.blogspot.com.br/

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    1. Acho que é bem isso de humor mesmo, pra mim é aquele livro típico do amor e ódio sabe? haha
      Beijos!!

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  2. Heey, tudo bem?
    Eu já li esse livro e ele é um dos meus favoritos =3. Eu também me pergunto para quem ele escrevia...
    Gostei muito do seu blog, temos um layout extremamente parecido rsrs, já estou seguindo!
    Abraços!
    http://enjoythelittllethingss.blogspot.com.br/

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    1. Acho que é a pergunta que mais fiz enquanto lia o livro haha!
      Serio? Aaah que legal, vou dar uma passadinha no seu blog sim ;)
      Beijoos!

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Criado por: Mariely Abreu | Todos os direitos reservados ©. voltar ao topo