segunda-feira, 3 de julho de 2017

[LIVRO] Outros jeitos de usar a boca


E todos os outros poemas presentes nesse livro são assim. É como se, de repente, uma mágica acontecesse e as páginas se tornassem vivas. Grandes mãos ásperas e doces, destroçadas e imaculadas prontas para dar um tapa na cara do leitor a cada página virada. 
Essa obra viva foi escrita pela Rupi Kaur, uma mulher nascida na Índia que vivenciou vários absurdos, sejam vindos da cultura local ou do que estava passando em sua família e vida amorosa. É dividido em quatro partes: o amor, a dor, a ruptura e a cura.
Quando a leitura é feita na ordem, torna-se uma história. Mas a questão é justamente não ser apenas UMA história. É a vida dela e subitamente a sua vida também e a da sua melhor amiga. É sobre ver no outro o que vê - ou não - em você.
Eu poderia até fazer uma resenha desse livro, mas resenhas são tão certas e com enredo e conclusão e desses poemas bagunçados e dolorosos e curadores eu não posso tirar conclusão nenhuma. Porque hoje eu senti uma coisa e amanhã posso sentir outra completamente diferente.
Hoje, um poema me doeu. Amanhã, posso rir dele. Ou ele pode me reerguer.
E essa é a graça.
Obrigada, Rupi, por toda a dor que conseguiu me proporcionar. E por tentar me curar aos poucos. Para existir a cura, precisa existir a dor.
E obrigada por compartilhar conosco a essência da poesia: a alma. nua e crua.

terça-feira, 27 de junho de 2017

[RESENHA] It ends with us - Colleen Hoover


Editora: Hoover Ink
Ano: 2016
ISBN: 9780804177894
Páginas: 395
Nota: 5/5

O amor dói.

Mais uma vez, resolvi me aventurar no universo da Colleen Hoover. Li em uma resenha que o melhor a se fazer era mergulhar na narrativa sem ter ideia do que se tratava. Foi isso que fiz. E fui surpreendida.

“There is no such thing as bad people. We’re all just people who sometimes do bad things.”

A única coisa que posso adiantar é a existência de um quase triângulo amoroso. Sabe aquela velha história de que as pessoas estão ligadas por um fiozinho vermelho e destinadas a se conhecer? Algumas vão dar a volta ao mundo e se encontrar de novo. Ok. Sei que não estou fazendo muito sentido, mas vocês precisam ler para descobrir sobre o que estou falando.



“Just because someone hurts you doesn't mean you can simply stop loving them. It's not a person's actions that hurt the most. It's the love. If there was no love attached to the action, the pain would be a little easier to bear.”


A protagonista, Lily, é incrível. Sempre que vou escrever meus livros e tenho um personagem forte, procuro nomes fortes para ele, e a autora fez justamente o contrário. Isso me chamou muito a atenção. Quando você pensa em Lily Bloom a imagem que vem a cabeça é de uma garota frágil, fofinha, besta e melosa. Engraçadinha até. Parece gênero de chic-lit, aquela personagem que vai fazer altas trapalhadas e ser muito divertida. Pois você está extremamente equivocado.



Lily Bloom é uma protagonista extremamente forte e determinada. Acabou de abrir o seu próprio negócio de um jeito nada convencional e está sempre buscando as melhores coisas, determinada a seguir seus sonhos. Mas nem mesmo as mais fortes e independentes conseguem escapar do lado ruim da vida. Seu passado é extremamente doloroso e seu coração acaba sendo aberto para o amor. De novo.

“Life is a funny thing. We only get so many years to live it, so we have to do everything we can to make sure those years are as full as they can be. We shouldn't waste time on things that might happen someday, or maybe even never.”

Falando em amor. O amor do livro é diferente. É algo bom, mas que machuca. E machuca muito. A autora trouxe um tema muito sério a tona do jeito dela, Colleen Hoover de ser. E acho que o amor, para muitos, é justamente isso, uma prisão. Mas precisamos nos libertar. O único lado negativo disso é que eu já sabia o final da história desde uma determinada parte do livro.


Resumindo, vocês vão entender melhor tudo isso sobre o que estou falando quando lerem o livro. Não é um dos melhores da autora, não chega muito perto dos meus favoritos. Mas é incrível, é necessário, é atual. E é Colleen Hoover.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Resenha: Too late - C. Hoover

Editora: Hoover Ink
Ano: 2016
ISBN:  9780804177894
Páginas: 395
Nota: 5/5

Você não precisa bater de frente para ser uma pessoa forte.

No momento, meu coração abriga um misto de sentimentos. Estou feliz por finalmente estar escrevendo uma nova resenha, mas completamente abalada com o término dessa leitura. Colleen Hoover prometeu usar esse pseudônimo por um motivo, e cumpriu. Too late é completamente diferente daquilo que estamos acostumados. Sim, há um romance, sim, a essência da autora está ali. Mas é uma relação muito mais profunda. Posso dizer que o tema é similar ao tratado em Amor amargo, da Jennifer Brown, mas muito mais pesado.

"You hold a fucking door open for a girl, she automatically thinks you're a gentleman. She thinks you're the type of the guy who would treat his mother like a queen.Girls see guys with manners and think there's no way they could be dangerous."

Durante toda a leitura permaneci extremamente angustiada e querendo vomitar nos capítulos narrados por Asa Jackson. A história envolve um relacionamento abusivo entre ele e Sloan, uma garota cheia de problemas que perdeu um dos irmãos e tem que cuidar de Stephen, que está em tratamento psicológico. Asa trabalha com um esquema pesado de drogas e usa o dinheiro sujo para pagar as despesas do garotinho. Esse é o único motivo pelo qual Sloan permanece presa com ele, mas ao longo da história percebemos que não é só isso. Ela o ama, infelizmente ela o ama.

"Love finds you in the tragedies. That's certainly where Carter found me, In the midst of a series of tragedies."

No meio de todo esse rolo, aparece Carter, ele conhece Sloan em uma aula de espanhol na faculdade e os dois flertam. A Garota consegue flertar e se sentir leve depois de muito tempo. Pode ser clichê o que acontece depois, o garoto começa a trabalhar para Jackson. Mas todos nós sabemos que a autora sempre transforma clichês em histórias maravilhosas, não é?! Essa não é tão maravilhosa assim, mas é genial, é pesada, é angustiante, conseguiu me deixar completamente sem palavras e sem forma alguma de descrever meus sentimentos.

"We are going to fight Asa with the only weapon stronger than he is. We're going to fight him with love."

A maneira com que os personagens são trabalhados é impressionante. Cada capítulo é narrado por um deles e eu conseguia saber com facilidade quem estava falando, tamanha a personalidade dos três. Ela explorou o passado de cada um deles e ainda criou um final atrás do outro e um epílogo depois do epílogo, jogando na nossa cara que a angústia ainda ia demorar um pouco para terminar. Eu odiei Asa Jackson e depois o entendi, compreendi todos os traumas que estavam presentes em sua mente. E odiei de novo, apesar de amar a sua genialidade e querer estudá-la. E odiei, porque ele é sujo. Mas, sinceramente? Talvez ele tenha sido o personagem mais bem construído da autora.Também achei Sloan burra, mas entendi. Percebi que você ser forte não significa necessariamente enfrentar alguma coisa sozinho, as vezes significa aguentar tudo sozinho. E Carter... ainda não sei dizer o que achei exatamente dele, talvez o caracterize como um camaleão.

"She has some yellow ones, but she says those are her special pills, She says she saves those for the days when she wants to go somewhere else in her mind."

De qualquer forma, preciso salientar que esse não é um triângulo amoroso. É muito mais do que isso. Too late me tirou o ar e me fez perceber que, definitivamente, com toda a certeza do mundo, C. Hoover (ou Colleen) é minha autora preferida. Espero que ela escreva mais coisas nesse estilo, também.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Como é morar "sozinha"?


Fiz um post aqui dizendo que minha vida está uma bagunça, pra variar. Então resolvi aproveitar e contar um pouquinho de como está sendo morar fora de casa. 
Assim que cheguei, percebi que deveria ter levado mais algumas coisinhas, mas que na hora não pensei serem essenciais. Estava com medo, também, de quem seria minha colega de quarto, mas felizmente é uma pessoa ótima que ama implicar comigo — mas com muito amor envolvido. Ela é mais velha e já me ensinou mil coisas, sabe? Dicasparamorarsozinha.com
Morar em uma república é meio complicado porque é muita gente para um só lugar. A cozinha nem sempre está completamente arrumada e você não consegue simplesmente chegar e fazer o que da vontade. Tudo fica meio limitado, não só pelo espaço, mas por não ser o seu espaço, a sua casa.
Mas no fim das contas, acabei me acostumando. Quer dizer, ainda estou me acostumando. Só passei uma semana e estava morrendo de saudades de casa. Mais precisamente, do meu quarto e da minha estante. Ah, e da escuridão do meu quarto. Mas confesso que estranhei assim que cheguei, talvez porque minha mãe e as cachorrinhas não estejam aqui. Foi estranho não ter toda aquela movimentação, sabe?
Mais pra frente, pretendo fazer outro post sobre minha experiência, mas essas são as primeiras impressões. E se você tem alguma dica pra me dar, fique a vontade!
Sério, me da uma dica, por favor! HAUSHUAH
Ah é, eu estou gostando de morar fora, é uma liberdade maior e como moro perto da faculdade, posso ir a palestras, fazer tudo o que queria fazer quando tinha que ir e voltar todo dia.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Explicações

Eu odeio ter que fazer esses posts de explicações. Mas como vocês devem saber, minha faculdade voltou e eu estou meio louca ainda tendo que conciliar a mudança de casa com faculdade com internet ruim no meu quarto e meu tempo pra estudar e etc. E tá difícil! Vou tentar me organizar melhor e assim que fizer isso prometo que volto pro ritmo de antes! Não desistam de mim AUHSUSHUAS <3
Beijos, meus leitores infinitos preferidos!
Criado por: Mariely Abreu | Todos os direitos reservados ©. voltar ao topo