segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A minha aventura com desventuras em série


Esse é o relato sobre uma aventura de uma desventura. 

Desventuras em série foi lançada no netflix. Resolvi assistir. Lembrei dos livros e vi que alguém tinha dito alguma coisa sobre spoilers. Então, cheguei a conclusão que seria melhor reler primeiro. E foi o que fiz. Reli o primeiro livro e me aventurei até o quinto, que ainda não tinha lido. E amei! Nosso querido autor sob pseudônimo de Lemony Snicket escreve para todos os públicos. Mas como pode uma única narrativa ser vista sob tantos pontos de vista diferentes?! É porque o livro pode ser lido apenas como forma de entretenimento — o que, se você não é mais tão jovem, pode tornar-se um pouco cansativo, uma vez que as aventuras são repetitivas — ou uma leitura crítica. O autor faz várias críticas a sociedade e é extremamente irônico e marketeiro. 
Ele diz que é um livro ruim e que você não precisa ler se preferir algo mais leve. Ele usa a mesma sacada que Machado de Assis em um de seus livros. E me choca saber que muitos não entenderam essa irônia.
Além disso, são feitas muitas críticas. Em muitas partes, a narrativa se torna um tanto quanto irreal, principalmente quando se trata da bebê Baudelaire, a Sunny. Ela faz várias coisas impossíveis para um bebê, mas é preciso analisar pelo outro lado. Aquele que critica o trabalho escravo, como em Serraria Baixo-Astral, o bullying em Colégio interno e claro, os inúmeros problemas no sistema de adoção desde o primeiro livro, Mau Começo.
É claro que me apeguei a cada Baudelaire, principalmente à Violet. Ah, como eu amo essa menina! E aí entra a minha saga com a série.
Assisti apenas ao primeiro capítulo e me deparei com uma cena ao final que talvez seja um spoiler, o que terminou de me decepcionar. Mas, desde o início, achei parado, meio chato por causa das interrupções do narrador a ainda só o Conde Olaf era como eu imaginava. Aí resolvi parar por ali mesmo, mas fui convencida a continuar. Então logo que terminar a primeira temporada, venho contar-lhes o final desa trágica desventura sobre as desventuras.
Ah, o filme eu não vi ainda. Mas pretendo fazer assim que terminar de ler todos os livros!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Capa de "A prisão do rei" é divulgada

Se você, assim como eu, é louco pela trilogia da Rainha Vermelha, pode preparar o coração porque o último livro está chegando e com ele, o seu fim, leitor, e os pensamentos de "o que vou fazer da vida agora?"
O nome do livro é A prisão do rei e será lançado só no dia 6 de março. Porém, quem comprar o livro na pré-venda vai ganhar de brinde uma.... bandana da Guarda Escarlate!!! Olhem só a capa e a sinopse <3




Nesse terceiro livro da trilogia A Rainha Vermelha, série best-seller de Victoria Aveyard, as lealdades são testadas em todos os lados. E quando a faísca da garotinha elétrica desaparecer, quem iluminará o caminho para a rebelião?
Mare Barrow é uma prisioneira, impotente sem seus relâmpagos, atormentada por seus erros letais. Ela vive à mercê de um menino que uma vez ela amou, um menino feito de mentiras e traições. Agora um rei, Maven Calore continua tecendo a teia de sua mãe morta em uma tentativa de manter o controle sobre seu país – e sua prisioneira.
Enquanto Mare carrega o peso da Pedra Silenciosa no palácio, seu grupo, uma vez ralé, de novos-sangue e vermelhos continuam se organizando, treinando e se expandindo. Eles se preparam para a guerra, não mais capazes de ficar nas sombras. E Cal, o príncipe exilado em sua própria reivindicação sobre o coração de Mare, não vai parar por nada para trazê-la de volta.
Quando sangue se volta contra sangue e habilidade contra habilidade, pode não haver ninguém para apagar o fogo – deixando Norta como Mare conhece: queimando todo caminho para queda.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

LOGO EU

Hoje eu vim trazer um pouco de alegrias e risadas pra gente viver infinitamente rindo — esse trocadilho foi péssimo. 2016 foi repleto de memes e aparentemente, o primeiro meme de 2017 é o logo eu. Se você não conhece, vai conhecer, porque separei aquele que achei mais engraçados pra compartilhar com vocês.
Ah, e criei um pra mim...
Em breve, vocês conhecerão alguns dos meus personagens e minhas histórias, então nada mais justo que alertá-los — eu acho.
Você pensou que meu livro teria um final feliz?
Logo eu
Beatriz Nogueira.








terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O que é o final feliz?

Felicidade. Você sabe o que significa a felicidade? Eu não. E talvez eu nunca saiba — não por não tê-la vivenciado, mas por ela nunca ser plena e eterna. Algumas pessoas costumam pensar que a felicidade é como um pote no fim do arco-irís que você precisa alcançar. Mas não consegue nunca. Porque nesse caso, felicidade é uma ilusão. É apenas uma palavra formada por dez letras e cinco sílabas. Você é quem da o significado. E se felicidade tivesse outro nome? Deixa eu contar, ela tem. Felicidade pode se chamar Amor, mas também pode significar Literatura. Felicidade pode ser Amora e também Abacaxi — ou a Uva sem carroço que você comeu enquanto assistia sua série preferida. Felicidade pode se chamar Lorena, Lorenzo e Amélia. 
Branca de neve e os sete anões nos ensinou o que é um final feliz e San Junipero nos fez pensar que aquele final era feliz. Final feliz. Mas o que é um final feliz senão uma ilusão? Uma coisa de vamos ser felizes para sempre sendo que ninguém nunca é feliz pra sempre. E se pra você felicidade significa ficar presa com alguém que ama para sempre no mesmo lugar, ta tudo bem. Então aquele foi o seu final feliz. Mas as vezes, pode ser muito cansativo e até perturbador estar no mesmo lugar e viver sempre a mesma rotina — mesmo com o amor da sua vida. E aí, pra você, não vai ser um final feliz.
Porque toda essa coisa de felicidade, final feliz, final triste e final realista no fundo se resume a apenas uma palavra: relatividade.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Resenha: Jantar Secreto - Raphael Montes

Editora: Rocco
Ano: 2016
ISBN: 9788535928358
Páginas: 360
Nota: 5/5

Carne de gaivota vicia. 

Dante e seus amigos se mudam para um apartamento na zona sul do Rio de Janeiro, local onde farão suas respectivas faculdades. Dante cursa administração de marketing, mas acaba trabalhando em uma livraria. Hugo cursa gastronomia, mas nunca consegue um emprego digno de seus dotes culinários. Hugo, estudante de medicina, faz residência em um hospital público. Por fim, Leitão abandonou seu curso de Ciência da computação e engordou ainda mais, vive em frente do computador, mexe com softwares e gasta praticamente todo seu dinheiro comendo.

"Ali, era como se nada pudesse dar errado na minha vida. Eu não poderia estar mais enganado."

Um dia, a corretora liga para Dante e comenta que estão há seis meses sem pagar o aluguel — culpa de Leitão, o responsável pelos pagamentos. A dívida é extremamente alta e é impossível pagá-la. Até que eles têm uma ideia, criar um jantar secreto na internet. Mas Leitão distorce tudo e acaba oferecendo um jantar com carne humana, lembrando do enigma da gaivota. No fim das contas, todo o dinheiro já foi depositado e todos, meio relutantes, acabam aceitando realizar o jantar com carne de gaivota. E ele acontece. E depois, tudo começa a deslanchar até dar errado. Até dar muito errado.

"Através dos e-mails fornecidos, Leitão havia investigado a vida de cada um dos confirmados. Descobrira profissão, religião, relações familiares, gostos pessoais e endereço. É impressionante a quantidade de informações pessoais que disponibilizamos no universo on-line. Compras pela internet, check-ins no facebook, fotos no instagram, opiniões no twitter. Nossa impressão digital."

A escrita de Raphael Montes é genial. Minha admiração por ele começou em Dias Perfeitos e cresceu ainda mais com Jantar Secreto. Tudo em seu texto é pensado, nada é por acaso. Alguns plot-twists são previsíveis, mas você nem liga muito pra isso porque está completamente preso na leitura. Entretanto, outras reviravoltas são surpreendentes — principalmente, a do fim do livro. Quando você pensa que acabou, Raphael Montes joga a sua inocência em sua cara.

"É fácil condenar alguém, pulverizar a responsabilidade, montar teorias e encontrar culpados. Mas repito: você teria feito igualzinho."

O que mais me impressionou foi como ele mostrou que não existe certo e errado. Comer carne humana é algo extremamente nojento e talvez todo leitor, pelo menos, no início, julgue todos os envolvidos. Entretanto, se você estivesse na mesma situação que eles, você não organizaria os jantares? Eu sei que você teria feito tudo o que eles fizeram. Então parem de hipocrisia, diz o autor em sua narrativa.

         "Depois de morto, todo bicho é igual. Você é engraçado, sabia? Se a carne vem naquele pacote, coberto no plástico transparente, você não se importa. Pega, frita e come sem nem pensar de onde veio. Agora fica aí, cheio de mi-mi-mi. Quer saber? A única diferença é que eu não sou hipócrita como você."

Quando terminei de ler, fiquei um tanto quanto perturbada. Simplesmente alguma coisa ruim se implantou no ar e eu não conseguia sair. Estava ficando sufocada. É isso um dos sentimentos que Jantar Secreto causa.

"A perversão não tem limites. O ser humano é um bicho escroto por natureza. Não importa o que digam, todo mundo é assim. Rico ou pobre, negro ou branco, velho ou novo, não interessa. Somos todos iguais em escrotidão."

O livro possui cenas de ação, violência, algumas cenas muito nojentas, mas é selado com humor negro e um sarcasmo digno. Jantar Secreto mostra a que ponto um ser-humano pode chegar em situações extremas, mas ainda mais, mostra que esse lado está lá, guardado em nós, pronto para escapar na primeira oportunidade.
Criado por: Mariely Abreu | Todos os direitos reservados ©. voltar ao topo